13 autores nordestinos para conhecer

A cultura do nordeste brasileiro é uma das mais potentes e diversas que existe, seja na música, teatro, gastronomia, cinema e, claro: na literatura. Diversos autores nordestinos deixaram e deixam sua marca no mercado editorial e no imaginário popular.

Para exaltar alguns deles, o Skeelo trouxe uma lista de 13 autores nordestinos que você precisa conhecer. Confira a seguir:

Ariano Suassuna

É impossível iniciar essa lista sem falar de Ariano Suassuna. Nascido em João Pessoa, Paraíba, o autor ficou conhecido por valorizar a cultura popular brasileira. Filósofo, dramaturgo, romancista, poeta, professor, advogado e escritor, Ariano acumula um patrimônio de obras, dentre elas Uma mulher vestida de sol, O casamento suspeitoso, A Pena e a Lei e A Pedra do Reino

E é claro que não podemos deixar de citar O Auto da Compadecida, um dos livros mais queridos pela população brasileira, com adaptação para o cinema e para a TV.

O Auto da Compadecida (ebook e audiobook)

Sinopse: O “Auto da Compadecida” consegue o equilíbrio perfeito entre a tradição popular e a elaboração literária ao recriar para o teatro episódios registrados na tradição popular do cordel. É uma peça teatral em forma de Auto em 3 atos, escrita em 1955 pelo autor paraibano Ariano Suassuna. 

Sendo um drama do Nordeste brasileiro, mescla elementos como a tradição da literatura de cordel, a comédia, traços do barroco católico brasileiro e, ainda, cultura popular e tradições religiosas. Apresenta na escrita traços de linguagem oral [demonstrando, na fala do personagem, sua classe social] e apresenta também regionalismos relativos ao Nordeste.

Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.

Jorge Amado

Outro autor clássico da literatura brasileira, Jorge Amado é um dos maiores representantes das obras que se baseiam em expor uma análise realista do cenário da Bahia. Nascido em Itabuna, o autor sempre se dedicou a retratar e denunciar a miséria e a opressão do trabalhador rural em suas obras. 

Dentre suas obras mais famosas estão: Dona Flor e Seus Dois Maridos, Gabriela Cravo e Canela, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste e Capitães da Areia.

Capitães da Areia (ebook e audiobook)

Sinopse: Desde o seu lançamento, em 1937, Capitães da Areia causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes. 

Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. 

Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e suas ambições: do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. 

Com a força envolvente da sua prosa, Jorge Amado nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade. Este e-book não contém as imagens presentes na edição impressa.

Pedro Rhuas

Pedro Rhuas pode dizer com todas as letras que é um fenômeno da literatura jovem brasileira. Diretamente de Mossoró, Rio Grande do Norte, o autor declarou que não se sentia representado nas leituras que fazia. Ao vencer o Concurso de Literatura Pop, da Editora Seguinte, com o livro Enquanto eu não te encontro (disponível em ebook e audiobook), estreou na lista de livros mais vendidos em 2021. Em 2022, o título quebrou um recorde extraordinário, mais de 50 mil exemplares foram vendidos. O livro conta a história de um jovem gay nordestino que sai do interior do Rio Grande do Norte para estudar na capital, história que partiu da experiência pessoal do autor, segundo o próprio. 

Em 2023, Pedro lançou seu novo romance, O mar me levou a você, que alcançou o patamar de livro mais vendido da Companhia das Letras na Bienal do Rio de Janeiro

O mar me levou a você (ebook)

Sinopse: No novo romance de Pedro Rhuas, autor do best-seller Enquanto eu não te encontro, acompanhamos uma história de amor que começa na areia da praia — mas já estava escrita nas estrelas. Amores de verdade não acabam no fim do verão. 

Nascido em uma lendária família de surfistas, Matias Mendonza sempre esteve ligado ao mar. As ondas são sua bússola quando ele se sente perdido — o que acontece com mais frequência do que sua fama de bad boy deixa transparecer. De volta à praia de Canoa Quebrada para mais uma temporada perfeita no Ceará, ele precisa decidir se seguirá os passos da mãe no surfe profissional ou se trabalhará no Hippie, o charmoso hostel dos pais.

Mas, antes que faça sua escolha, o mar tem uma última surpresa: Júlio, o garoto misterioso com quem seu destino se entrelaça quando uma onda enorme os aproxima. Onde Matias é água e fogo, Júlio é terra e ar. 

Conforme o verão avança, o Universo parece querer unir esses dois opostos a qualquer custo. Só que dar uma chance ao amor é bem difícil quando se tem medo de vivê-lo. Será que esse novo romance pode ser mais que uma história de verão? Se seguirem os sinais, talvez encontrem a resposta… 
Indicado para leitores a partir de 16 anos.

Aureliano

Aureliano também é um grande sucesso na literatura jovem. Nascido em Mossoró, sempre gostou muito de escrever e de ilustrar. Desde 2015, o autor cria cartuns e zines sobre cotidiano e saúde mental nas redes sociais, que acumulam mais de 40 mil seguidores. Dentre suas obras mais famosas, estão O menino que desaprendeu a chorar, Sobrepeso, Conexão, Burnout e Até mais ver. Seu livro mais emocionante e de maior sucesso é Madame Xanadu, publicado pela Companhia Editora Nacional.

Em 2023, Aureliano lançou o livro Reinventando Denise, romance ambientado em Natal e que traz algumas das memórias do autor.

Reinventando Denise (ebook)

Sinopse: Denise, Bianca e Lúcio. O encontro de três amigos durante um casamento em Natal tinha tudo para ser um recomeço. Como se fosse possível ignorar qualquer coisa que tivesse acontecido antes. Mas se nem a estátua de um anjo assustador sairia intacta, como salvar a memória do passado? Ainda mais quando ela está entrelaçada com os sonhos e uma trilha musical meio anos 80. 

Na viagem para Pipa, o aparelho de CD do carro mais parecia uma Rádio Memória. O que era para ser um recomeço, se torna a oportunidade de reinvenção dos sentimentos, da amizade, dos sonhos e, claro, de nós mesmos.

Socorro Acioli

Socorro Acioli é jornalista e escritora e começou sua carreira escrevendo livros infanto-juvenis. Em 2006, a autora cearense foi a única brasileira a participar da oficina de roteiros lecionada por Gabriel García Márquez, após enviar um parágrafo de uma proposta de história. O resultado dessa proposta é o livro A cabeça do santo, publicado em 2014 e premiado em 2016 como um dos melhores livros para adolescentes pela Biblioteca Pública de Nova Iorque.

Além deste título, a autora também tem Sobre os felizes e Vende-se uma família. Em 2023, ela se prepara para lançar o livro Oração para desaparecer, que está em pré-venda.

Oração para desaparecer (ebook)

Sinopse: Primeiro romance de Socorro Acioli após A cabeça do santo, Oração para Desaparecer conta a história de uma mulher que, sem lembrança nenhuma de seu passado, precisa reconstruir a vida em um lugar completamente desconhecido, apenas com a língua portuguesa como porto seguro. 

Cida, uma mulher sem identidade nem memória, reconstrói pouco a pouco uma nova vida em um lugar completamente desconhecido. Jorge encontra nessa misteriosa estrangeira uma paixão inesperada, que recria o que não parece provável. Do outro lado do Atlântico, Joana é o fantasma de um amor há muitos anos perdido por Miguel. 

Quando os quatro personagens se entrecruzam no tempo em busca de respostas para as próprias angústias, se deparam também com uma trama fantástica sobre magia, ancestralidade e pertencimento. Oração para Desaparecer é uma das histórias possíveis sobre o amor e seu poder de dissolver as barreiras do imponderável.

Itamar Vieira Junior

Nascido em Salvador, Itamar Vieira Junior é um dos autores contemporâneos mais premiados: responsável por escrever o romance Torto arado (disponível também em audiobook), publicado em 2019, ganhou o prêmio Jabuti e Oceanos de 2020. O livro ficou conhecido por retratar a narrativa de duas irmãs que expressam memórias de desigualdades raciais, sociais e de gênero, além de trazer à tona a resistência dos povos quilombolas. 

Além de Torto Arado, Itamar também é autor de Doramar ou a odisseia: Histórias e, em 2023, lançou sua nova obra Salvar o fogo.

Salvar o fogo (ebook)

Sinopse: Neste novo romance, Itamar Vieira Junior se reafirma como um dos maiores contadores de histórias da língua portuguesa. Em Salvar o fogo, o autor baiano constrói uma narrativa em que nos tornamos íntimos de seus personagens e nos comovemos com suas trajetórias tão particulares. 

O centro da trama é ocupado por Luzia do Paraguaçu, mais uma de suas criações inesquecíveis — uma mulher que busca na coragem o caminho para ultrapassar as maiores injustiças. Órfão de mãe, Moisés encontra afeto em Luzia, estigmatizada entre a população por seus supostos poderes sobrenaturais. Para ganhar a vida, ela se torna a lavadeira do mosteiro da região e passa a experimentar uma vida de profundo sentido religioso, o que a faz educar Moisés com extrema rigidez. 

Épico e lírico, com o poder de emocionar, encantar e indignar o leitor, Salvar o fogo nos mostra que os fantasmas do passado de uma família muitas vezes não se distinguem das sombras do próprio país. 

Com maestria, Itamar Vieira Junior mescla a trajetória íntima de seus personagens com traços da vida brasileira. Uma trama permeada de traumas do colonialismo, que permanecem vivos, como uma ferida que se mantém aberta.

Bráulio Bessa

Você com certeza já ouviu falar nos cordéis apaixonantes de Bráulio Bessa. De Alto Santo, Ceará, o poeta ficou famoso com seus vídeos na internet com o objetivo de resgatar a literatura de cordel. Em 2018, ele lançou o livro Poesia que transforma, que permaneceu na lista de mais vendidos por 18 semanas seguidas.

Em 2019, foi a vez do livro Um carinho na alma ser lançado, com poesias sobre o amor e a esperança, porém também traz denúncias de injustiça e falsidade.

Um carinho na alma (ebook)

Sinopse: Depois de conquistar o coração dos brasileiros com sua Poesia que transforma e passar mais de um ano entre os autores mais vendidos do país, Bráulio Bessa volta a nos brindar com poemas que, como de hábito, nos fazem pensar e nos fazem sentir.

Sempre fiel às suas raízes, mas trazendo novidades, em Um carinho na alma o poeta cearense amplia a gama da sua poesia, indo além do cordel tradicional mas sem jamais abandoná-lo. Seus versos falam sobre os temas que pontuam sua obra, como o amor, a esperança e a amizade, mas também a seca, a injustiça e a falsidade, produzindo as rimas inspiradas que nunca deixam de levar um sorriso aos lábios.

Além de poeta, Bráulio é também um grande contador de histórias. Por isso, além dos poemas, o livro traz relatos de sua infância em Alto Santo, da vivência com a família e os amigos, e de suas andanças de norte a sul do Brasil, abraçando e falando com o povo que tanto lhe prestigia.

Jarid Arraes 

Nascida em Juazeiro do Norte, Jarid Arraes é uma escritora, cordelista e poeta que se destaca na nova geração de artistas. Autora da coletânea de contos Redemoinho em dia quente, Um buraco com meu nome, Sacola e Heroínas negras brasileiras: em 15 cordéis, Jarid ganhou destaque no cenário nacional ao ser premiada com sua segunda obra, chegando até a final do Prêmio Jabuti. É idealizadora de clube de escrita para mulheres, tem dezenas de títulos de literatura de cordel publicados e sempre aponta a importância do protagonismo feminino e negro em suas obras.

Corpo desfeito (ebook)

Sinopse: Em seu romance de estreia, Jarid Arraes — autora vencedora dos prêmios APCA e Biblioteca Nacional — traz uma história impactante e impossível de esquecer, focada nas consequências do abuso físico e psicológico de crianças. Com uma prosa ágil e habilmente construída, ela mergulha fundo em uma narrativa sobre como as marcas da infância são construídas e como é possível lidar com elas. 

Em uma cidade do interior do Ceará, uma família vive uma sequência de abusos: avó, mãe e neta estão presas em uma teia complexa e violenta de abuso e negligência. A dureza das expectativas criadas e não cumpridas, do ciúme doentio e do desejo de absoluto controle estão presentes neste primeiro romance de Jarid Arraes. 

Ao retratar o cotidiano de Amanda, jovem de doze anos que mora sozinha com a avó desde a morte da mãe e do avô, Arraes cria uma narrativa envolvente e brutal sobre os traumas vivenciados e passados adiante. 

Amanda vai enfrentar desafios cruéis e dolorosos pelas mãos daquela que devia ser seu porto seguro, mas é também lá que a menina descobrirá o poder do primeiro amor e a força necessária para superar qualquer obstáculo. Cerceando cada vez mais o dia a dia da jovem, a avó constrói um lar que muito se assemelha a uma prisão e, sob o pretexto de visões religiosas, suas atitudes levam a neta ao limite. Com uma carreira já estabelecida com livros de contos e literatura de cordel, Jarid Arraes lança seu primeiro romance, tão aguardado por quem já conhece seu trabalho. Com uma história complexa e profunda, Corpo desfeito é uma estreia inesquecível.

Maria Firmina dos Reis

Maria Firmina dos Reis é a primeira romancista negra do Brasil. A maranhense participava ativamente do círculo intelectual da cidade, trabalhando na imprensa, publicando livros e falando sobre o movimento abolicionista.

Em 1859, a maranhense publicou o romance Úrsula, que conta a história de um triângulo amoroso responsável por contestar o sistema escravocrata. Ela também é responsável por escrever Cantos à beira-mar e A Escrava.

Úrsula (ebook)

Sinopse: Obra inaugural da literatura afro-brasileira, Úrsula é um dos primeiros romances de autoria feminina escritos no Brasil. Maria Firmina dos Reis, mulher negra nascida no Maranhão, constrói uma narrativa ultrarromântica para falar das mazelas sociais decorrentes da escravidão. 

Tancredo e Úrsula são jovens, puros e altruístas. Com a vida marcada por perdas e decepções familiares, eles se apaixonam tão logo o destino os aproxima, mas se deparam com um empecilho para concretizar seu amor. 

Combinando esse enredo ultrarromântico com uma abordagem crítica à escravidão, Maria Firmina dos Reis compõe Úrsula, um dos primeiros romances brasileiros de autoria feminina, em 1859. Por dar voz e agência a personagens escravizados, é vista como a obra inaugural da literatura afro-brasileira. Retrata homens autoritários e cruéis, mostrando atos inimagináveis de mando patriarcal e senhorial em um sistema que não lhes impõe limites.

Com rica introdução e contextualização histórica, esta edição de Úrsula celebra uma das autoras mais importantes da literatura nacional e conta com estabelecimento de texto e introdução de Maria Helena Pereira Toledo Machado e cronologia de Flávio Gomes. Leitura obrigatória do vestibular da UFRGS.

Iandê Albuquerque

Iandê Albuquerque é um cronista recifense que aborda assuntos como saúde mental, motivação e autocuidado com sua intensidade escorpiana. Ele se destaca pelas suas crônicas sensíveis e potentes. O autor já publicou outras obras como Para todas as pessoas intensas, Para todas as pessoas apaixonantes, Para todas as pessoas resilientes, Onde não existir reciprocidade, não se demore.

Seu lançamento mais recente é talvez a sua jornada agora seja só sobre você.

talvez a sua jornada agora seja só sobre você (ebook e audiobook)

Sinopse: Falar sobre a nossa jornada é falar também sobre aquele medo de dar os primeiros passos pra seguir em frente, sobre tudo o que a gente sente ao longo da nossa caminhada de mudanças: insegurança, saudade, machucados. Sobre todos os sentimentos que a gente encontra dentro da gente e sobre como é difícil o processo de ressignificar alguns e se desfazer de outros. Sobre o processo de se curar, de amadurecer, e de entender o momento em que a gente precisa da gente. 

Porque todo mundo fala ”vai ficar tudo bem”, mas o que ninguém fala é o quanto você vai se sentir insuficiente até ficar tudo bem. e o quanto você vai olhar pra si mesmo e não vai se enxergar, e o quanto tudo isso dói. Mas a única certeza é que no final, sim, fica tudo bem. E esse livro é sobre isso.

Cristhiano Aguiar

Cristhiano Aguiar é um escritor paraibano, crítico literário e professor. Mestre em Teoria da Literatura, tem textos publicados na Inglaterra, EUA e Argentina.

Sua publicação mais recente é Gótico Nordestino.

Gótico Nordestino (ebook e audiobook)

Sinopse: Em nove contos, Cristhiano Aguiar mergulha nos elementos góticos e folclóricos — buscando referências nas séries televisivas, no cinema e nos quadrinhos — para criar narrativas vibrantes e inesperadas, que fogem da prosa literária tradicional. As histórias vão desde os tempos do cangaço, passando pela ditadura militar e chegando até os ecos sombrios de um futuro próximo. 

Um menino é obrigado a cruzar o descampado perto do vilarejo de Riachão da Frente para levar uma carta que a mãe escreveu a Zé Barbatão, o cangaceiro local. Na madrugada, as sombras no caminho e a ameaça do bando crescem conforme a narrativa avança, e a realidade parece a ponto de se romper. “Anda-luz”, história que abre este volume, prenuncia o que virá nos oito contos seguintes. 

Em Gótico nordestino, Cristhiano Aguiar caminha entre o sonho e a vigília, dialoga com outros gêneros e compõe um livro totalmente distinto do usual.

G. G. Diniz

Nascida no Ceará, G. G. Diniz é escritora de ficção especulativa. É uma das idealizadoras do Sertãopunk, gênero fictício que visa unir aspectos do sertão brasileiro com aspectos contraventores do movimento punk. 

Além disso, é revisora e fala bastante sobre representatividade, literatura e afrofuturismo em suas redes sociais, como no livro O colonizador. Sua obra mais recente é A diplomata.

A diplomata (ebook)

Sinopse: Feitosa é uma sobrevivente. Depois que os super-ricos deixaram a vida na Terra, aqueles que ficaram para trás são obrigados a sobreviver revirando o lixo. Para piorar, as mulheres restantes começaram a ser sequestradas – levadas para Éden, a nova colônia lunar – por um motivo que ninguém sabe exatamente qual é. Feitosa pode ser a próxima vítima, mas não vai cair sem lutar. 

Matilde é uma foragida. Éden não é o paraíso que aparenta ser, e aceita poucas divergências do que considera ser uma existência correta. Quando a pilota foge e descobre que a vida na Terra não foi extinta como todos supunham, ela precisa fazer uma escolha: continuar fugindo ou destruir o único lar que já conheceu. 

Eunir’ra só quer fazer seu trabalho. Ao chegar em uma missão diplomática para atender ao chamado de socorro de Éden na galáxia vizinha, ela se depara com um problema muito maior do que imaginava. Para cumprir seu objetivo, vai ser preciso desvendar uma teia de mentiras, e os habitantes da Lua estão dispostos a qualquer coisa para preservar seu modo de vida. 

Para salvar a vida na Terra, as três vão precisar trabalhar juntas – e revirar o paraíso até não sobrar pedra sobre pedra. 

A diplomata é o primeiro livro de uma duologia sertão punk que se passa no mesmo universo de Morte matada e O sertão não virou mar da autora G. G. Diniz. Em seu romance de estreia, ela explora questões de gênero, raça e classe em um futuro nada utópico.

Patrick Torres

Patrick Torres, ou Patzzic como é chamado nas redes sociais, nasceu em Brejo do Piauí, no interior do estado. Seus conteúdos são focados principalmente em estimular os jovens a lerem os clássicos da literatura, como Machado de Assis. 

Sua obra de estreia, O cozer das pedras, o roer dos ossos fala sobre as mazelas retratadas no interior da cidade que cresceu.

O cozer das pedras, o roer dos ossos (ebook)

Sinopse: No interior da caatinga nordestina, Mirto cresceu presenciando a violência e o sofrimento. Da vida. Do mundo. De seu pai, Germão, para com ele e sua mãe, Dona Hermina, mulher que é puro amor e submissão. A realidade desta família é transformada quando em uma trágica e fatídica noite, a pouca inocência infantil que ainda lhe restava é tirada de Mirto na forma da morte do pai agressor. Separados pela crueldade do destino, da culpa, do remorso e da vergonha, mãe e filho anseiam não só por um reencontro, mas principalmente por um perdão que pode libertá-los. 

Em sua obra de estreia, O cozer das pedras, o roer dos ossos, Patrick Torres, enquanto nordestino, resgata a literatura brasileira regionalista que tanto o inspira e encanta.

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