Dra. Blenda Marcelletti fala com leveza sobre ansiedade

Dra. Blenda Marcelletti fala com leveza sobre ansiedade
Dra. Blenda Marcelletti de Oliveira é autora do livro Fazendo as pazes com a ansiedade (Foto: Reprodução / Instagram @blenda_psi)

No início do segundo dia de Bienal (03/07), a jornalista Izabella Camargo recebeu a dra. Blenda Marcelletti de Oliveira para falar do mal do século em um ambiente de conforto com muita interação com os ouvintes.

Blenda é doutora em psicologia pela PUC-SP, psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e lançou esse ano, com a editora Nacional, o livro Fazendo as pazes com a ansiedade, disponível em e-book no Skeelo. Nele, a autora traz exemplos do dia a dia que podem ajudar a identificar a ansiedade patológica.

De acordo com a dra. Blenda, desde a modernidade o mundo é um causador de ansiedade. A psicanalista usa a Bienal como exemplo perfeito de cotidiano, com muitos estímulos externos que fazem com que o indivíduo precise lutar para não perder o foco de alguma atividade. “Você tem o tempo, o relógio, a expectativa do outro em que você faça coisas. O mundo, o tempo todo, manda uma mensagem para prestar atenção no futuro”, diz.

À pergunta de Izabella Camargo sobre como ajudar uma pessoa que está passando por uma crise, Blenda aponta que trazer a pessoa para o presente é o mais importante, mas enfatiza que o outro não tem responsabilidade sobre a ansiedade da pessoa em crise: “A pessoa que está ansiosa não precisa de companhia na ansiedade dela”.

Blenda explica que, durante a crise, tocar — proporcionando experiências sensoriais — e reforçar feitos — direcionando a mente do ansioso para conquistas e projetos — ajuda a puxar a pessoa ansiosa de volta para o presente. Outra aliada é a técnica da respiração 242, em que se inspira durante dois segundos e expira por quatro segundos, diminuindo a atividade cerebral. Nesse momento, Izabella convidou os ouvintes a fazerem a respiração. A dra. Blenda afirma que a respiração é a primeira técnica para controlar a ansiedade”.

Para concluir, a autora convidou o público para expressar, em uma palavra, a experiência que o Skeelo Talks proporcionou, e foi quando surgiram respostas como “aprendizado”, “leveza”, “conforto” e “conhecimento”.

Esse momento coloca em perspectiva o consenso de que o espectador saiu melhor do que quando chegou. Você pode conferir toda a conversa aqui: