Skeelo Talks aborda caminhos da autodescoberta com autores Ju Cirqueira e Gui Pintto

Skeelo Talks aborda caminhos da autodescoberta com autores Ju Cirqueira e Gui Pintto
Ju Cirqueira e Gui Pintto bateram um papo com Paulo Ratz no estande do Skeelo (Foto: Acervo Skeelo)

A terça-feira de Bienal foi muito agitada no estande do Skeelo. No quarto dia de evento, o Skeelo Talks recebeu os autores Ju Cirqueira e Gui Pintto em uma conversa com a mediação do influenciador e embaixador do Skeelo Paulo Ratz, abordando o tema “Caminhos da autodescoberta”. Ju Cirqueira é autora do livro Vivendo nas entrelinhas, enquanto Gui Pintto escreveu Seja o amor da sua vida, ambos publicados pela editora Planeta. As duas obras têm a versão em ebook disponível para compra no Skeelo Store, e a última também está presente no app Skeelo.

Paulo Ratz começou a conversa perguntando para Ju Cirqueira se a personagem principal de seu livro tem algo em comum com a autora.Eu até gostaria de ser mais parecida com ela, a Heloísa é uma construção baseada em várias mulheres fortes da minha vida, respondeu. Juliana também disse que há uma preferência por escrever  sobre relacionamentos.Gosto da construção e desconstrução dos personagens, isso faz meu coração bater mais forte: ver o personagem um pouco mais vivo. Então quis focar numa pegada mais cotidiana, disse.

Além disso, o mediador enfatizou que as histórias de Gui Pintto são muito pessoais, e questionou como foi seu processo de autoconhecimento tendo a atenção das pessoas nas redes sociais. Foi pavoroso, assume o autor entre risadas.Quando você cresce na internet, a sua jornada acaba sendo documentada. Tem vídeos meus de cinco, quatro anos atrás, com pensamentos que não me identifico mais, então é claro que isso é muito desafiador, mas eu sempre brinco que a nossa consciência acaba sendo o nosso travesseiro. É muito importante saber o lugar que eu ocupo porque, ao mesmo tempo que é desafiador, eu tenho recursos e aprendi a buscá-los para lidar com essas situações. É lindo, mas pavoroso ao mesmo tempo.

Ju concorda com Gui e fala sobre sua própria experiência:Eu hesitava muito para falar nos primeiros vídeos, eles ficavam mais monótonos. É realmente um pouco estranho, mas se eu não quisesse ver, eu teria ocultado. Quando eu paro para pensar, sinto muito orgulho porque era uma menina que nem sabia como seria o futuro, mas estava ali fazendo o trabalho sabendo que não era perfeito, que não era o ideal. Digo que é estranho porque temos acesso fácil para ver como as coisas eram antes, mas dá aquele orgulho de pensar ‘ainda bem que eu fiz!”.

Gui também falou sobre as expectativas que os seguidores criam sobre quem ele é. Se, de alguma forma, a gente acaba se relacionando com alguém que nos idealiza, é muito provável que essa relação não aconteça de uma forma honesta, como alguém que vai te conhecendo aos poucos, porque essa pessoa já tem uma expectativa sobre você, responde. Tudo aquilo que eu escrevo e converso nas lives é o que eu vivo no meu dia a dia, mas existe um ponto de não me tornar perfeito.

Paulo perguntou qual a visão dos autores sobre as novas redes sociais que surgem constantemente e se eles procuram se adaptar.Eu acho que depende da rede, tem coisas que eu não curto muito, como as lives. É um formato muito cansativo para mim, não cabe na minha rotina, Ju confessa. Gui complementa: Eu passava muito tempo escrevendo para o blog, aí quando criei o canal comecei a não ter tempo para escrever. Tinha muita criação de conteúdo para as redes sociais e acabei sentindo falta da escrita. Gosto de vídeo, de live, de interação. Sinto que estou no processo de me entender nessas redes sociais, mas ao mesmo tempo acho que não precisamos estar em todos os lugares.

Atualmente, o autor Gui Pintto está cursando faculdade de psicologia. Paulo questionou o motivo da escolha do curso e se isso tem a ver com o desenvolvimento da escrita do autor. “Sou apaixonado por psicologia, quero ser psicólogo clínico. A minha vida hoje está muito focada nesse lugar da graduação e exige muito de mim. Claro que melhora alguns aspectos da escrita e da forma como eu produzo conteúdo, mas quero sim ser psicólogo, me sinto muito feliz neste lugar, responde.

Para encerrar, foi feita uma rodada de perguntas da plateia e uma delas chamou a atenção dos autores: como é receber resenhas de seus livros? Eu morria de medo porque não queria me magoar, já sabia o quanto seria difícil”, confessa Ju Cirqueira. Mas eu queria ver, e quando aconteceu, eu percebi que não me magoava. Foi uma surpresa muito boa. As pessoas foram muito gentis comigo; claro que às vezes tem algo que não gostaram, mas é a opinião, temos que respeitar. Não conseguimos agradar a todos, mas tenho a consciência de que foi o melhor que consegui fazer naquele momento”. Gui acrescenta que gosta de ler algumas críticas para trabalhar a frustração: Claro que a gente gosta de elogios, mas se tiver que conversar com alguém que não gostou, eu gosto também, finaliza.

Confira o bate-papo completo: